Introdução a obesidade

A obesidade tornou-se um grave problema de saúde pública.  Estima-se que no mundo sejam mais de 750 milhões de pessoas acima do peso e este número está aumentando cada vez mais. O Brasil está seguindo este mesmo caminho.

Porque está aumentando o número de pessoas acima do peso?

A obesidade é uma doença multifatorial, ou seja, tem vários motivos que podem explicá-la. Questões genéticas, alimentação desequilibrada e diminuição da atividade física, são alguns dos fatores que podem justificar esta epidemia. Toda vez que um indivíduo ingere uma quantidade de calorias maior que gasta, ele vai transformar esta “sobra” de calorias em gordura. Acredite, esta é a única forma de engordar. Qualquer outra explicação diferente disso é equivocada.

Mas como faço para saber se estou acima do peso?

Existem várias formas. A mais utilizada, pela sua praticidade, é o cálculo do índice de massa corporal (IMC). Ele é calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado (IMC= P/A2). Uma forma prática de saber o resultado é dividir o seu peso (em kilos) pela sua altura (em metros) e depois pela altura novamente. O valor normal está entre 20 e 25. Entre 25 e 30 classificamos como sobrepeso, de 30 a 35 obesidade grau I, de 35 a 40, obesidade grau II e acima de 40 obesidade grau III.

Esse índice serve para todo mundo?

Não. A grande vantagem deste índice é a sua fácil obtenção. Entretanto ele não serve para todo mundo. Por exemplo, crianças têm um comportamento de altura e peso diferente dos adultos, logo seu IMC normal dependerá da sua faixa etária. Para isso temos um gráfico específco para este grupo de pessoas. Os mais idosos também “fogem” um pouco desta faixa, pois têm um percentual de gordura (massa gorda) maior em proporção à massa muscular (chamada de massa magra). Aliás a incapacidade deste índice em separar o que é gordura do que é músculo é uma das suas grandes desvantagens. Pessoas muito musculosas por exemplo têm um IMC maior sem necessariamente significar excesso de peso.

Problemas de tireóide fazem engordar?

Não. Infelizmente este é um mito muito difundido pela chamada imprensa leiga (televisão, jornais, internet, etc.). Até mesmo jogadores famosos colocaram a culpa de seu excesso de peso na tireóide. Não existe relação entre hipotireoidismo (quando a tireóide funciona menos que o normal) e ganho de peso. Como a obesidade e o hipotireoidismo são doenças muito frequentes, é natural que se faça a ligação de uma com a outra. Porém ao tratarmos o hipotireoidismo em obesos, percebemos que eles não perdem peso, o que não justifica esta relação. O que de fato pode ocorrer é uma retenção de líquido (com ganho de peso de 3-4 kg no máximo), em pacientes com problemas mais graves de tireóide (minoria dos casos). Neste caso, com o tratamento, o indivíduo elimina este excesso de líquido e volta ao seu peso normal. Converse com seu endocrinologista sobre isso.

Outras doenças podem gerar obesidade?

Até podem, mas são extremamente raras. Assim como o uso de alguns medicamentos também podem geram ganho de peso. Entretanto a esmagadora maioria dos casos (mais que 98%) está relacionado a 2 fatores principais: sedentarismo e má alimentação.

Mas eu não como muito e mesmo assim engordo! E aí?

Existem 2 possibilidades para este caso. A primeira é que você come muito e não percebe isso. A segunda, é que você come realmente pouco, mas este pouco é muito calórico e em horário inadequado. Não deixe de ler a segunda parte da série sobre obesidade, que foca justamente esta questão alimentar (para acessar este artigo, clique aqui).

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