Câncer de tireóide

1- Tenho câncer na tireóide e agora?

Fique calmo. Com as técnicas atuais de diagnóstico e tratamento a chance de cura é altíssima. Diria que é uma das lesões malignas com maior índice de resultados positivos. Mas antes de tudo tenha em mente uma informação: caso este diagnóstico tenha vindo através de uma punção (PAAF) existe uma chance, pequena, que após a cirurgia se descubra que não era um câncer e sim uma lesão benigna.

2- Qual o tratamento do câncer de tireóide?

Na maioia das vezes o tratamento é feito com retirada de toda a tireóide. Em alguns casos pode ser necessária a retirada de linfonodos (gânglios) próximos a região. Muitas vezes também é preciso uma complementação do tratamento com iodo radioativo. A finalidade desta abordagem é matar células de tireóide que podem ficar no pescoço após a cirurgia e até mesmo possíveis metástases.

3- O tratamento com iodo radioativo é igual ao do hipertireoidismo?

Semelhante, não igual. Você já deve ter lido sobre o uso do iodo radioativo para o tratamento do hipertireoidismo (se não clique aqui). A diferença é a dose (nos casos de câncer ela deve ser maior). Isso acarreta na necessidade do paciente ficar por 2 dias em um quarto específico para este tratamento, pela possibilidade dele passar esta radiação para outras pessoas.

4- Quais os risco da cirurgia?

Como em toda cirurgia, existe risco. Os mais comuns são sangramentos (que podem ser delicados por serem numa área perigosa que é o pescoço), lesão de nervos que chegam até as cordas vocais (pela proximidade do leito cirúrgico) e retirada das glândulas paratireóides. Elas são 4 pequenas estruturas que ficam atrás da tireóide e são importantes no metabolismo do cálcio e fósforo. Elas devem ser preservadas no ato cirúrgico.

5- Já passei por todo este tratamento. E agora?

Você já passou pela parte principal, e também a mais difícil. Entretanto você deve saber que os 5 primeiros anos após a cirurgia também são fundamentais. Neles serão solicitados exames que ditarão os passos seguintes. Importância crucial deve ser dada aos cuidados com a reposição hormonal neste período. Ela deve ser bem mais cuidadosa que nos casos simples de hipotireoidismo. Converse sempre com seu médico sobre isso.

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